11/07/2009 às 2:16 (Comportamento, Cultura, Esporte, Música)

Jovens que integram a ONG REC
Jovens do Recanto das Emas encontraram no Hip Hop uma alternativa de educação. Há três anos, eles oferecem oficinas de Rap, break, DJ, grafite e skate. O maior evento cultural da cidade é uma iniciativa deles, o Poerão do Rock. Leia a reportagem…
RAP DJ Grafite Break Skate
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10/07/2009 às 13:14 (Cultura, Música)
Tags: Hip Hop, Música, Preconceito, RAP
Jovens encontram no Rap liberdade de expressão

Os Pacificadores esperam para apresentar no Poerão do Rock
Ao pé da letra, ritmo e poesia definem bem o RAP, mas para quem acompanha, o movimento tem um significado a mais. O estilo que surgiu na década de 60 e levado pelos jamaicanos para os bairros mais pobres dos Estados Unidos logo cativou jovens brasileiros. Para esses jovens, o motivo é simples: o País do carnaval e do futebol esconde a desigualdade social, preconceitos e corrupção, cenário ideal para compor músicas em forma de protesto.
O uso de gírias é comum nas letras, visando à proximidade com o público alvo, que, geralmente, vivem em periferias. A letra em forma de poesia e protesto traz relatos do dia-a-dia das favelas. Violência urbana, abusos cometidos pela polícia e política são alguns dos discursos dos rappers. Leia o resto deste post »
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09/07/2009 às 23:23 (Cultura, Música)
Tags: DJ, DJ Marola, Hip Hop, Scratch
Responsável pela parte musical, o DJ surgiu nos bailes antes da criação do Hip Hop

DJ Marola tocando no Poerão do Rock
O DJ surgiu na década de 50 e foi batizado como disc jóquei, mas foi com o nome de dee jay que este elemento se popularizou nos bailes do subúrbio. Não havia banda de música nestes eventos, portanto toda a parte musical ficava sob a responsabilidade do DJ. No início eles tocavam praticamente todos os estilos e no Brasil não foi diferente, os DJ`s mais antigos tocavam principalmente samba que era o estilo preferido das pessoas que freqüentavam os bailes na periferia.
Com o surgimento do Hip Hop, ele ganhou mais importância, pois “hoje tem um evento de break, b. boy tem que ter um DJ presente. Se tem um show de rap tem que ter um DJ presente. Se tem um evento de grafite, pode até ser que não precise de DJ, mas é legal ‘os cara tá’ fazendo o grafite ao vivo e ter um DJ tocando” comenta o DJ Marola, integrante do grupo Voz Sem Medo.
Além da parte musical é o DJ quem comanda a festa ele tem que ter a sensibilidade de saber qual o melhor momento para mudar a música ou fazer um scratch – efeito percussivo que acontece quando o DJ arranha o vinil—e isso é uma coisa que eles aprendem com o tempo. Apesar de ser o elemento mais antigo, o DJ também é o elemento mais caro, pois a aparelhagem ideal é um par de MK2 e custa entre R$ 3 e 4 mil. Por isso, muito grupos preferem pagar para um DJ fazer a parte musical sem integrar o grupo, pois sai mais barato do que manter um DJ custeando a pick-up e os vinis.
Este fator tem gerado muita preocupação por parte da velha guarda dos DJ`s, pois muitos em medo que este elemento desapareça com o tempo, pois “sem DJ os outros elementos saíram prejudicados também” explica o DJ Chokolaty, defensor da profissão. Por isso muitos DJ`s ministram cursos para quem quer ser DJ, na tentativa de manter vivo o precursor do Hip Hop. “È muito difícil viver como DJ, são poucos que têm esse previlégio, mas tudo que a gente faz é por amor” conclui Marola. Leia o depoimento do DJ Marola, ex-viciado.
Por: Nayara Sousa
ONG REC RAP DJ Grafite Break Skate
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