Jovens do Recanto das Emas encontraram no Hip Hop uma alternativa de educação. Há três anos, eles oferecem oficinas de Rap, break, DJ, grafite e skate. O maior evento cultural da cidade é uma iniciativa deles, o Poerão do Rock. Leia a reportagem…
Numa entrevista com o DJ Marola (Máximo José da Silva) do grupo Voz Sem Medo, pode-se entender por que o Hip Hop transforma vidas. O primeiro contato com o Hip Hop aconteceu quando Marola tinha nove anos de idade; morador da Ceilândia presenciou os scratches do Dj Celsão. Costumava ir a vários bailes como o Quarentão, Primavera.entre outros; virou fã do Celsão. Mas foi como B.boy que ele entrou no Hip Hop e aos 15 anos já estava entre os três melhores de Brasília. Mas uma bala perdida quase lhe tirou a vida.
Logo após o incidente começou a usar droga, não foi por meio do Hip Hop e sim na rua que ele conheceu o submundo das drogas. “No começo foi por curiosidade,comecei com a cola de sapateiro até que um dia um “amigo” me apresentou a maconha, depois eu conheci a maldita merla”, explica. Foi a merla que o viciou. Então ele largou o Hip Hop e começou a roubar em casa para sustentar o vício. Os pais faziam o possível para ajudá-lo “Meus pais sempre foram bons comigo. Mas eu cheguei a um ponto que quando o meu pai me dava um tênis, eu usava apenas uma ou duas vezes e trocava por droga”. Leia o resto deste post »
Durante a guerra do Vietnã, jovens começaram a fazer movimentos simbolizando o massacre dos soldados da guerra em forma de protesto. Foi assim que surgiu o break, um dos elementos do Hip Hop. No Brasil, o movimento foi difundido pelo pernambucano Nelson Triunfo, no início dos anos 80 e por reunir várias tribos conseguiu se espalhar por todo o País. “O break de Brasília é o melhor do Brasil, o que prova são os títulos, a maioria dos campeonatos a nível nacional quem está levando são os grupos de Brasília, tem a DF Zulu, Quebra de movimento, são diversos grupos que já tem uma hegemonia dentro desse cenário de break,” afirma Welington Matias, 25 anos.
Mais conhecido como Tom, Welington Matias é presidente da ONG Recanto das Emas Crew, REC. Ele dirige oficinas de break para crianças, adolescentes e jovens da cidade. “Acima de tudo o break pra mim, por exemplo, não é um lance profissional é um lance social, é alguma coisa que eu tenho para oferecer pra minha comunidade pra buscar uma coisa melhor”, diz ele com orgulho. Leia o resto deste post »
Depois dos 60 anos, Maria e Antônio vivem um novo amor.
A maturidade fortalece os relacionamentos afetivos entre pessoas da terceira idade
Com a proximidade do dia dos namorados, entram em cena o romantismo e a sedução entre os casais apaixonados. A data, comemorada no próximo dia 12, inspira jovens namorados a trocarem presentes, agrados e carícias. Para os solteiros de plantão a paquera rola solta. Mas, engana-se quem acha que pessoas que já passaram dos 60 anos estão ficando para trás no quesito amor. Antônio Alves do Nascimento, 68, e Maria Bernadete Diniz, 63, são a prova de que pensar que as pessoas perdem o interesse e o desejo sexual à medida que envelhecem é uma idéia errônea e preconceituosa.
Namorando há três anos seis meses eles mostram que a paixão não tem idade para acontecer. Contam com a experiência adquirida ao longo da vida para um relacionamento maduro, seguro. Ela viúva, com cinco filhos, ele casado, com três, vivem um compromisso incomum. A família dele desconhece a relação e apenas a filha dela sabe e aceita. Apesar de Antônio ser casado, ele garante amar apenas Maria Bernadete, mas não pretende casar. Ela não se incomoda com isso. “Meu pai me segurava em casa, só tive dois namorados e com o segundo me casei, e logo, fiquei viúva, só agora aprendi a viver”, desabafa ela.