
Chocolate ao leite com recheio de biscoito
Um dos doces mais populares do mundo divide opiniões quando o assunto é saúde
Principal componente da páscoa, o chocolate se torna cada vez mais presente na vida dos brasileiros. Fabricado em larga escala e em muitos sabores, o chocolate é uma paixão nacional. Os tipos mais comuns são o chocolate ao leite, chocolate branco e chocolate amargo.
Segundo dados da Associação Brasileira da Industria de Chocolate (Abicap) indicam que a produção de chocolates (barras bombons e outros produtos) atingiu as 300 mil toneladas em 2008, 2,7% a mais que em 2007. E mesmo com a crise a produção deve ter aumentado em 2009. Os preferidos são o chocolate ao leite e o chocolate branco. Estes são os bandidos da alimentação, segundo a nutricionista, Carla Martins, “são ricos em gorduras saturadas, ou seja, contribuem para o aumento do colesterol”. Por isso, estes chocolates contribuem para o aumento de peso, aumento da glicemia (açúcar no sangue) e problemas estomacais como vômitos.
O herói desta história e mais indicado ao consumo é o chocolate amargo que é rico em cacau e por isso possui alta concentração de flavanóides, “esta substância age no organismo como um antioxidante impedindo a formação do LDL, que é o colesterol que prejudica a saúde”, diz a nutricionista Carla Martins. Mas mesmo assim este tipo de chocolate é menos consumido.
Apesar de não aconselhar o consumo de doces, A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirma que o consumo de 30 gramas de chocolate para crianças e 50 gramas para adultos não é prejudicial à saúde, desde que não seja consumido diariamente. O problema é exatamente este, além de consumir grandes quantidades as pessoas também consumem com freqüência.
Especialistas afirmam que o chocolate pode viciar, pois possui substâncias como cafeína. As pessoas que são dependentes do chocolate geralmente possuem sinais de depressão e ansiedade. E comem compulsivamente “Se eu estiver nervosa ou ansiosa com algo, eu como várias barras sem me importar com a quantidade.” Diz a chocolátra Michelle de Oliveira. O problema vem logo após o consumo, os viciados entram em depressão ao ver como estão a cima do peso “eu me olho nos espelho e vejo como estou gorda, aí eu fico muito triste chego a chorar” relata Michelle de Oliveira. Neste caso a pessoa fica refém do chocolate e não consegue se libertar sozinha do vicio.
Esta dependência esta associada a liberação de hormônios como a endorfina e a serotonina substâncias que produzem efeitos semelhantes ao da cannabis sativa. Mas isto não implica na proibição do chocolate, pois “há seis meses eu troquei o chocolate ao leite pelo amargo por recomendação médica, e mesmo sendo diabética eu consigo manter a taxa da minha glicose apenas fazendo caminhada e controlando a quantidade de chocolate que eu como” afirma Maria do Carmo. Pelo contrário, só serve de alerta para que ele seja consumido moderadamente e de preferência que seja rico em cacau.
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