Jovens aprendem a dançar o break

Jovens reunidos na casa do Tom para dançar
Durante a guerra do Vietnã, jovens começaram a fazer movimentos simbolizando o massacre dos soldados da guerra em forma de protesto. Foi assim que surgiu o break, um dos elementos do Hip Hop. No Brasil, o movimento foi difundido pelo pernambucano Nelson Triunfo, no início dos anos 80 e por reunir várias tribos conseguiu se espalhar por todo o País. “O break de Brasília é o melhor do Brasil, o que prova são os títulos, a maioria dos campeonatos a nível nacional quem está levando são os grupos de Brasília, tem a DF Zulu, Quebra de movimento, são diversos grupos que já tem uma hegemonia dentro desse cenário de break,” afirma Welington Matias, 25 anos.
Mais conhecido como Tom, Welington Matias é presidente da ONG Recanto das Emas Crew, REC. Ele dirige oficinas de break para crianças, adolescentes e jovens da cidade. “Acima de tudo o break pra mim, por exemplo, não é um lance profissional é um lance social, é alguma coisa que eu tenho para oferecer pra minha comunidade pra buscar uma coisa melhor”, diz ele com orgulho.
A dança chama atenção pelos passos ousados e diferentes. Tom explica o passo inicial. “Na base original da dança tem o top rock. São os passos que agente faz em pé dentro da contagem de dança tradicional que são os oito tempos. Em seguida, agente fica mais agachado e faz um trabalho com os pés que se chama footwork.
Uma das danças mais antigas, dentro do Hip Hop, é o Poppin. Tom explica a troca de influências nessa dança. “O próprio Michael Jackson foi influenciado e influenciou bastante nesse estilo de dança, tanto ele sugou para produzir o show dele quanto influenciou o pessoal mais novo. Eu venho aprendendo e copiando dele também.”
Os passos que mais impressionam durante as apresentações de break é o Flair e Movies. No primeiro, são feitos giros contínuos com a cabeça no chão e os pés para o alto. No último, as mãos sustentam todo o corpo com as pernas para o ar.
Hoje, difundido em todo o País, o break faz parte da vida de vários jovens que se descobriram ao encontrar uma cultura valorizada pela comunidade onde vivem. E, dessa forma, substituem a criminalidade pelo lazer.
Por: Michele Vieira e Wilany Guimarães